Mistborn: O Império Final

Mistborn: O Império Final

Por quê todo fã de fantasia deveria ler?

Meu box é o antigo de uma parceria da omelete com a editora Leya.

Se você procura uma fantasia com começo, meio e fim sensacionais, Mistborn: O Império Final é uma escolha perfeita. Inclusive, pretendo fazer um post completo analisando a trilogia como um todo mais para a frente, mas este primeiro livro merece um destaque só dele. Ele tem uma história tão bem amarrada que poderia terminar ali mesmo e ainda assim ser épico.

Aqui estão os pontos que fazem esse livro ser fora da curva:

1. Sistema de Magia Fechado e Lógico

Brandon Sanderson entrega tudo o que você precisa saber logo de cara. A magia aqui é a Alomancia, baseada na ingestão e “queima” de metais, onde cada metal concede uma habilidade específica.

  • Se você não é alomântico, não tem poder algum.
  • Se tiver a habilidade de queimar apenas um metal, você é um Brumoso.
  • Se tiver a habilidade de queimar todos os metais, você é um Nascido da Bruma.

Diferente de histórias onde a magia surge como um “mágico da cartola” para salvar o dia no final, aqui as regras são claras e o sistema funciona como uma ciência exata. O escritor cursou Bioquímica(não terminou) talvez essa afinidade com exatas tenha ajudado a criar sistemas tão bons.

2. Kelsier: O Badass Absoluto

Me diz que essa capa não é badass

Kelsier é um ex-prisioneiro das Minas de Hathsin — um lugar de onde ninguém escapa — o que lhe rendeu o apelido de O Sobrevivente.

Ele passa longe do arquétipo do herói cheio de “mimimi”. Se ele tiver um propósito e precisar matar para alcançá-lo, ele mata (pense em uma pegada meio Punisher). Ao mesmo tempo, ele tem o ego e as piadinhas debochadas de Tony Stark, combinados com uma mente para planejamento e estratégia que deixaria o Batman com inveja.

A grande sacada é que, em vez de agir como um vigilante solitário, ele reúne uma equipe especialista de ladrões (o Bando do Kelsier) para executar um plano no melhor estilo Onze Homens e Um Segredo. Tudo isso com um único objetivo: derrubar um império tirano de mais de mil anos.

3. Vin e a Relação de Aprendizado

Vin é a última integrante a entrar no bando, e é através dos olhos dela que descobrimos como aquele mundo funciona. Ela começa como uma garota acuada e medrosa, mas carrega um talento absurdo e marcas familiares que pesam ao longo de sua jornada.

O ponto alto aqui é a interação entre Vin e Kelsier: a dinâmica deles se desenvolve como a de pai e filha. Isso quebra completamente aquele clichê do romance forçado que muitas obras modernas insistem em colocar como ponto central, entregando algo muito mais verdadeiro e emocionante.

Vou parar por aqui nesses dois, porque o universo de Mistborn é gigantesco e ainda farei posts individuais dedicados a outros personagens incríveis do bando.

É exatamente por isso que você deveria ler Mistborn: o livro não é apenas sobre sistemas de magia incríveis ou cenas de ação épicas, é sobre a complexidade das escolhas.

Uma outra coisa que acho muito muito, FODA são os interlúdios que no início de cada capítulo adicionam uma camada fascinante à leitura. Quando você lê o relato de XXXX(não vou citar o personagem) dizendo que

Você percebe que a história opera em outro nível. Não se trata de ter o poder de um deus, mas sobre a limitação humana de quem o carrega.

Mistborn te entrega um mistério onde cada pequena linha no topo da página conta. Se você busca uma fantasia inteligente, emocionante e impecavelmente amarrada, dê uma chance a Scadrial.

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Se você ficou curioso para conhecer esse sistema de magia e acompanhar esse golpe de estado épico, vale muito a pena dar uma chance ao livro!

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Por Yuri Ribeiro